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quarta-feira, 27 de abril de 2011

Implementação e Execução Estratégica

A fase de implementação e execução estratégica inclui alguns aspectos essenciais sem os quais um plano estratégico, mesmo que bem "desenhado", não terá sucesso na sua fase executória. É necessário, assim, criar uma equipa com as necessárias competências e conhecimentos; providenciar os recursos necessários às actividades críticas, nucleares ou fulcrais para o sucesso da implementação estratégica; assegurar que as políticas da empresa e os seus procedimentos sejam factor facilitador e não impeditivo da execução estratégica; usar boas práticas na execução das actividades centrais ou nucleares e prover melhoria constante através de revisões periódicas; motivar os recursos humanos a perseguir com empenho os objectivos fixados e realocá-los e reajustá-los quando necessário; implementar sistemas de recompensas e incentivos para o cumprimento dos objectivos e para uma correcta execução estratégica; criar uma cultura empresarial e um clima de trabalho que conduza a uma execução estratégica de sucesso; enxertar competência de direcção.

Duas características interessantes da estratégia empresarial são: a correlação que se pode fazer entre a diversidade operacional de uma empresa, seja ela de produtos, de indústrias ou área geográfica e a envolvente de gestão a vários níveis com um papel na implementação da estratégia. Ou seja as variáveis de gestão e os seus actores aumentam na exacta medida da complexidade empresarial. Outro dos aspectos interessantes na estratégia empresarial é o seu carácter de não acabamento, o conceito nuclear de processo contínuo que faz com que a manutenção da direcção estratégica se possa manter com pequenos ajustamentos, desde que a estratégia esteja em linha com as condições de competitividade da indústria e os objectivos estejam a ser prosseguidos.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Estratégia sem execução?

12 Manage, the executive fast track, é um excelente fórum de discussão de assuntos de gestão. Um dos assuntos diz respeito à valoração da estratégia nas suas formas de implementação ou de execução. Mais do que as escolhas estratégicas, o “ponto” da estratégia parece estar no processo de execução ou implementação no terreno, já que o exercício de supervisionamento do “making it work”, o desenvolvimento da competência executória e a demonstração da afirmação do “target” de resultados, supera qualquer escolha de opção estratégica. A chave da implementação estratégica parece estar, assim, na conjugação da participação, no pensar “out of the box” e na concatenação da estratégia a gestores de topo e a gestores de níveis mais baixos da organização.

Este artigo remete, entretanto, para outro, o qual nomeia 4 importantes condições para uma execução da estratégia com sucesso. São elas: a informação a fluir in time a todos os recantos, “onde deve chegar”, da empresa; as decisões bem clarificadas; o alinhamento de incentivos; as mudanças na estrutura organizativa.

Alguns outros aspectos focados neste fórum dão dimensão e “massa crítica” ao nosso tema. As quatro barreiras de implementação da estratégia afirmadas por Kaplan e Norton: a barreira da visão com os seus alegados 5% da força de trabalho a perceber a estratégia; a barreira do pessoal com apenas 25% dos gestores a terem incentivos ligados à implementação; a barreira da gestão com 85% das equipas de gestão a “gastarem” menos de uma hora por mês discutindo a estratégia; a barreira dos recursos com 60% das organizações a não ligar orçamentos à estratégia.