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segunda-feira, 30 de maio de 2011

O Sucesso do Fracasso

Em muitas sociedades o sucesso material é visto como um must social e um modo de elevação social, ao contrário do fracasso que estigmatiza e envergonha. 

O sucesso do fracasso é, no entanto, algo adquirido no mundo do empreendedorismo, já que as derrotas são essenciais para inovar e empreender – e não há que nos envergonharmos delas. 

Infelizmente em sociedades, como a Portuguesa, o falhanço do empreendedorismo está ainda nalgumas camadas populacionais muito ligado a questões mais de atavismo ancestral, a uma cultura anti patronal, anti empresarial (que confunde patrão com empresário) e a um paternalismo decadente - hoje muito ligado a constrangimentos  normativos Estatais e à insegurança pessoal e familiar colocada sem rede para o empreendedorismo. Sem este último desligamento entre arrojo e empreendedorismo com segurança, muitas putativas iniciativas ficarão para sempre inscritas no livro dos sonhos, da perturbação e dos delírios, mesmo se provenientes de mentes muitas vezes brilhantes e inovativas.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Criação pelo Empreendedorismo: Motivações, Motivos e Povos

Um dos aspectos mais dramáticos da nossa economia é a falta de motivação e flexibilidade para a criação de novos empreendimentos no seio da mudança e adaptabilidade. Num mundo de rápida mudança custa ver empresas fechar por não serem capazes de flexibilizarem processos ou utilizarem recursos subutilizados que permitam a adaptação constante às turbulências dos mercados. E se é facto que as empresas parecem conseguir aproveitar recursos tecnológicos subaproveitados ou subutilizados já a componente humana parece ser de mais difícil reconversão ou readaptação pela envolvente da legislação laboral - o eterno peso do Estado de soma negativa.

Mas há outras motivações e motivos para lançar novos empreendimentos como, a pressão aos fornecedores internos, a libertação de actividades não essenciais, a satisfação de ambições de gestores, a divisão do risco e o custo de desenvolvimento do produto, o equilíbrio da procura cíclica das actividades dominantes, a aprendizagem a empreender, a diversificação do negócio, o fazer crescer o negócio e o desenvolvimento de novas competências.

Tidd permite-nos visionar, inferir e confirmar através do seu  quadro 10.2 (Tidd: 302) como os motivos para empreender, tem muito a ver com idiossincrasias e filosofias diferentes dos povos.

Enquanto os motivos internos para o lançamento de novos empreendimentos tem nos EUA uma componente mais prática e nitidamente mais individualista, os Japoneses preservam uma postura mais colectiva. O proporcionar emprego versus o proporcionar desafios aos gestores, não esconde no entanto um motivo comum (e o número 1) na motivação de qualquer dos dois Estados: o atingir objectivos estratégicos corporativos!

Interface entre I&D e Marketing: A Atitude Empreendedora

Num mundo cada vez mais holístico nos processos, nos produtos e serviços, os três tipos de abordagem de empreendimentos dão-nos não só uma "visão" da que se julga de melhor prática como permitem algum enquadramento histórico geracional.

É óbvio que a abordagem empurrão tecnológico, considerada a primeira geração da Investigação e Desenvolvimento, foi sendo substituída pela estratégia da pressão do mercado (2ª geração) e pela de terceira geração, a do trabalho em conjunto. Vantagens teóricas desta terceira opção, a concatenação entre possibilidades tecnológicas com oportunidades de mercado na fase de concepção - na fase de concepção faz-se a triagem do tecnologicamente possível, praticabilidade daquilo que o mercado "pede".

O trabalho em conjunto tecnologia/mercado parece ser, assim, a melhor abordagem para um empreendimento de sucesso.